Não é sobre o outro, é sobre nós, pessoas negras, anti-epistemicidas: zumbi chegou no campo das epistemologias decoloniais em Biblioteconomia e Ciência da Informação

OrientadorSaldanha, Gustavo Silva
Lattes do orientadorhttp://lattes.cnpq.br/6143079905555041pt_BR
Membro de bancaCavalcante, Luciane de Fátima Beckman
Lattes do membro de bancahttp://lattes.cnpq.br/5012034338598304pt_BR
Membro de bancaVaz, Gláucia Aparecida
Membro de bancaBorges, Rosane
AutorAlves, Ueliton dos Santos
Lattes do autorhttp://lattes.cnpq.br/8363049508020372pt_BR
Data de Acesso2025-07-29T12:21:22Z
Data disponível2023-12-19
Data disponível2025-07-29T12:21:22Z
Ano de publicação2023-12-19
AbstractThe Black person was a product of an inseparable social and technical machinery of capitalism, of its emergence and globalization. The term "Black" was invented to signify exclusion, dehumanization, and degradation. In the order of Modernity, the Black person had their body transformed into a commodity, and their spirit into merchandise. Using examples within sports, we shed light on the problem of race discussion within the "information field." By examining the cases of Vinicius Jr. and Giannis Antetokounmpo, we propose a counterattack to this dynamic of information regimes that, through the concept of race, constructs the Black being and uses the physical characteristics of these athletes to justify dehumanization and monstrosity, supporting a discourse of power structured in pseudoscience. The analysis of these cases helps us understand the current functioning of discursive logic in the construction of power around certain bodies. From the concept of an information regime, it is possible to analyze the dominant informational mode in a social formation, which defines who the subjects, organizations, rules, and informational authorities are, as well as the preferred means and resources of information, standards of excellence, and models of its organization, interaction, and distribution, while valid at a certain time, place, and circumstance. In this sense, the dissertation gives way to a "lecture," and the discourse gives space to a "manifesto pamphlet" that argues that an image of the zombie created by whites in the transatlantic context served as a tool of control over the enslaved Black bodies. Over time, it was redefined by Black communities themselves, and the characteristics that were once intended to subjugate them were used to frighten their oppressors. It opens a utopian possibility of resistance; the existence of zombies became a myth that instills fear in the masters. This is a research proposal designed to be a "lecture piece," also known as a conference piece, a political and effective approach that adopts the methodology of text writing outlined by a narrative composed of a setting and characters. The choice of this language is due to a subjective crossing that is characteristic of this work since it becomes the alternative found to deal with and combat the painful wound of racism through the poetics of aesthetics and sports. Therefore, the methodology is at a crossroads between art and science, where these poetic writings take on a political dimension to strengthen and highlight their political dimension. In invoking the figure of Frantz Fanon, we call for decoloniality to broaden the perspective and circumvent the hegemonic knowledge reproduced in Library Science and Information Science. Considering the above, we can say that the zombie body is also the body that dribbles, the "deviant body." Deviation, a masculine noun with the negative prefix DES, from Latin VIA, means "path, road." Therefore, the dribbling body is the idea that this body is off the normal path. Thus, the underlying research question, how do we free ourselves from the confinement of a so-called zombie body? is answered with results that point to another counter-colonial concept in Library Science and Information Science. The response to the zombifying conclusions points to the construction of spaces that allow for social mediation where the colonial information regime undergoes a rupture.pt_BR
ResumoA pessoa negra foi um produto de um maquinário social e técnico indissociável do capitalismo, de sua emergência e globalização. O “negro” termo foi inventado para significar exclusão, embrutecimento e degradação. A pessoa negra, na ordem da Modernidade, teve seu corpo transformado em coisa e o espírito em mercadoria. Através do uso de exemplos dentro do esporte estamos lançando o foco de luz no problema da discussão de raça dentro do “campo da informação”. Ao olharmos para os casos de Vinicius Jr. e Giannis Antetokounmpo, propomos um contra-ataque a essa dinâmica dos regimes de informação que através do conceito de raça constrói o ser negro, e usa das características físicas desses atletas para justificar uma animalização e monstruosidade, que sustenta um discurso de poder estruturado em uma pseudociência. A análise desses casos nos ajuda a compreender o funcionamento vigente da lógica discursiva na construção do poder em torno de determinados corpos. A partir do conceito de regime de informação é possível analisar o modo informacional dominante em uma formação social, o qual define quem são os sujeitos, as organizações, as regras e as autoridades informacionais e quais os meios e os recursos preferenciais de informação, os padrões de excelência e os modelos de sua organização, interação e distribuição, enquanto vigentes em certo tempo, lugar e circunstância. Nesse sentido a dissertação dá lugar à “palestra” e o discurso dá espaço ao “manifesto panfletário” que defende que uma imagem do zumbi criada pelos brancos no contexto transatlântico, para ser uma ferramenta de controle sobre os corpos pessoas negras escravizadas. Com o passar do tempo, foi ressignificado pelas próprias comunidades negras, e as características que antes deveriam ser usadas para os subjugarem foram usadas para apavorar seus algozes. Abre-se uma possibilidade utópica de resistência, a existência de zumbis tornou-se um mito que bota medo nos senhores. Trata-se de uma proposta de pesquisa elaborada para ser uma “peça palestra”, também conhecida como peça conferência, uma abordagem política e efetiva que adota como metodologia a escrita do texto delineada por uma narrativa composta por um, cenário e personagens. A escolha dessa linguagem se dá devido a um atravessamento subjetivo que é característico desse trabalho, já que se torna a alternativa encontrada para lidar e lutar com a chaga dolorosa do racismo, através da poética da estética e do esporte. Portanto a metodologia é encruzilhada, entre arte e a ciência, onde essas escritas poéticas assumem o aspecto de luta para fortalecer e destacar a sua dimensão política. Na figura de Frantz Fanon invocamos a decolonialidade para ampliar o olhar e driblar o conhecimento hegemônico, reproduzido em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Diante do exposto, podemos dizer que o corpo zumbi, é também o corpo que dribla, o “corpo desviante”. Desvio, substantivo masculino do prefixo negativo DES, do Latim mais VIA, é “caminho, estrada”. Logo o corpo driblador é a ideia de que esse corpo está fora da rota normal. Portanto, a pergunta-problema subjacente no objeto de pesquisa, como nos libertamos da clausura de um dito corpo zumbi, são respondidas com os resultados que apontam para um outro conceito contracolonial em Biblioteconomia e Ciência da Informação. A reposta das conclusões zumbificantes apontam para as construções de espaços que possibilitem uma mediação social onde o regime de informação colonial sofra uma ruptura.pt_BR
CitaçãoALVES, Ueliton dos Santos. Não é sobre o outro, é sobre nós, pessoas negras, anti-epistemicidas: zumbi chegou no campo das epistemologias decoloniais em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Orientador: Prof. Dr. Gustavo Silva Saldanha. 2023. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro, 2023.pt_BR
URIhttp://ridi.ibict.br/handle/123456789/1400
Idiomaporpt_BR
InstituiçãoInstituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Universidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
PaísBrasilpt_BR
DepartamentoEscola de Comunicaçãopt_BR
InsituiçãoIBICT-UFRJpt_BR
ProgramaPrograma de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI IBICT-UFRJpt_BR
Tipo de acessoAcesso Abertopt_BR
Palavra ChaveZumbi dos Palmarespt_BR
Palavra ChavePessoas negraspt_BR
Palavra ChaveHistória decolonial do Conhecimentopt_BR
Palavra ChavePeça-Palestrapt_BR
Palavra ChaveZombiept_BR
Palavra ChaveBlack Peoplept_BR
Palavra ChaveDecolonial History of Knowledgept_BR
Palavra ChaveLecture Piecept_BR
Área de conhecimento CNPqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::CIENCIA DA INFORMACAOpt_BR
TítuloNão é sobre o outro, é sobre nós, pessoas negras, anti-epistemicidas: zumbi chegou no campo das epistemologias decoloniais em Biblioteconomia e Ciência da Informaçãopt_BR
TipoDissertaçãopt_BR

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