Arquivo para quê? Categorização de perfis de usos do Arquivo Nacional entre 2003 e 2018
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INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLGIA / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Resumo
Esta pesquisa apresenta um debate epistemológico e empírico sobre os estudos de uso e de
usuários em Ciência da Informação amparado na análise de diferentes dados produzidos e
coletados pelo Arquivo Nacional (Brasil) no registro das ações de informação de seus usuários
entre 2003 e 2018. O objetivo geral é apresentar uma classificação de usos da informação em
arquivos a partir de finalidades de pesquisa e práticas de uso, de modo a inferir sobre a
competência crítica em informação, ou inteligência arquivística, da comunidade usuária do
Arquivo Nacional (Brasil). A pesquisa recorreu a fontes teóricas da Ciência da Informação e da
Arquivologia, bem como de outros campos do conhecimento. Para a análise das ações de
informação dos usuários na instituição foram utilizados dados dos serviços de referência da
sede da instituição, bem como do Sistema de Informações do Arquivo Nacional e do Núcleo de
Estudos do Usuário. Esses dados referem-se a solicitações de acesso a documentos originais,
solicitações de prestação de serviços, relatórios da Pesquisa sobre Qualidade do Atendimento e
controle de atendimentos realizados no Arquivo Nacional (Brasil). Solicitações de acesso e de
serviços foram classificadas em categorias segundo as finalidades de uso da informação. A
partir dessa classificação verificamos a proeminência da pesquisa probatória, em especial de
caráter genealógico, sobre as demais categorias de pesquisa. Os resultados demonstram que o
volume de acessos a informações custodiadas no Arquivo Nacional (Brasil) relacionado à
garantia de direitos e ao exercício da cidadania é maior que os acessos ligados a ações
institucionais ou à produção científico-cultural. Como conclusões, apontamos a sobreposição
de conceitos de uso e usuário na literatura arquivística brasileira, a necessidade de estudos de
usuário qualitativos para o desenvolvimento das relações dialógicas instituição-usuário e a
disparidade entre práticas científicas e técnicas adotadas na Arquivologia nacional e demandas
de uso de documentos.