Do jornal à ciência: a hemeroteca digital brasileira como fonte de informação para a pesquisa científica
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Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo
Hemerotecas digitais foram criadas pelas Bibliotecas Nacionais nos últimos 15 anos a partir da digitalização de jornais e revistas antigos. A iniciativa propicia a preservação dos acervos e o acesso facilitado à coleção, via “Web”, a qualquer hora e de qualquer lugar. A informação, objeto de estudo da Ciência da Informação e matéria-prima do Jornalismo, fica mais acessível à medida que mais e mais publicações periódicas são digitalizadas por diferentes Bibliotecas Nacionais. Neste estudo, buscou-se analisar as características de hemerotecas digitais criadas por Bibliotecas Nacionais, apresentando assim o estado da arte do desenvolvimento dessas coleções. A partir das questões de pós-graduandos da área de História da Saúde foram realizadas buscas na Hemeroteca Digital Brasileira da Biblioteca Nacional do Brasil, que permitiram avaliar a hemeroteca como fonte de informação científica. A oferta on-line de coleções de jornais e revistas pelas Bibliotecas Nacionais facilitou e solidificou o uso de notícias como matéria-prima em investigações científicas, seja como elemento-base da pesquisa, como um complemento ou para gerar insights. A partir do exame de treze hemerotecas digitais, observou-se ainda que cada uma adota critérios próprios de seleção do material a ser digitalizado e de difusão dessa informação, mas a representação tem como base tradicionais fundamentos da Organização do Conhecimento. A grande inovação tem sido a adoção do uso de reconhecimento óptico de caracteres (OCR), que permite aos usuários buscar e recuperar informações nos conteúdos das publicações.