Educação
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Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
Resumo
Este trabalho reúne uma década de pesquisas voltadas à construção de uma teoria crítica da informação, fundamentada na Teoria do Agir Comunicativo de Jürgen Habermas, com foco na administração de organizações complexas, como universidades, hospitais e institutos de pesquisa. Parte-se da ideia de que tais organizações operam reduzindo a complexidade das relações sociais por meio da racionalização dos processos e da estruturação dos fluxos de informação, o que é eficaz para tarefas repetitivas, mas insuficiente para promover inovação e melhorias em contextos mais dinâmicos. Nestes, é necessário ampliar as dinâmicas comunicacionais, promovendo autonomia, solidariedade e colaboração entre trabalhadores e usuários. A Teoria do Agir Comunicativo permite repensar as formas de coordenação dentro das organizações, não apenas por meio de estratégias funcionais, mas com base no entendimento mútuo e na construção compartilhada de sentido, favorecendo decisões éticas, políticas e racionais. O estudo propõe abandonar uma visão instrumental e adotar uma abordagem mais discursiva e crítica, na qual os sujeitos são reconhecidos em sua pluralidade. Ao mesmo tempo, reconhece os desafios de aplicar essa racionalidade comunicativa em ambientes dominados por interesses estratégicos. Ainda assim, acredita-se que essa mudança pode contribuir para reduzir desigualdades e fortalecer o bem-estar social por meio de processos organizacionais mais democráticos.
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Citação
LIMA, Clóvis Ricardo Montenegro (org). Educação / Habermas, discurso e
organizações, v. 8. Rio de Janeiro: Salute, 2025.