Autoformação e autovalorização na educação a distância na universidade pública brasileira
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Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo
A presente pesquisa teve, por objetivo, analisar o modelo de educação a distância,
praticado na Universidade Pública Brasileira, como dinâmica de uma política educacional à
luz dos conceitos de autoformação e autovalorização no contexto do capitalismo cognitivo; e,
também, apontar os desafios e as possibilidades de inclusão da dimensão autonomia como
vetor de transformação social e potência biopolítica nas dinâmicas de educação a distância.
Realizou-se uma pesquisa de natureza descritivo-analítica, que compreendeu três dimensões:
política pública educacional; motivação e expectativas dos alunos e o processo de
institucionalização da educação a distância na Universidade Pública. Efetuou-se um
levantamento de caráter quanti-qualitativo, a partir dos dados de relatórios institucionais da
UNIRIO no período de 2011 e 2012, agrupados e analisados no capítulo sobre os marcos
normativos, programas, planos e ações do Governo Federal e em dois estudos de caso: o
estudo 1, denominado Motivação dos Alunos, e o estudo 2, Dimensão Institucional. Para a
sistematização dos materiais da pesquisa empregou-se o método de análise de conteúdo e seus
procedimentos. A análise dos enunciados permitiu identificar uma semântica social, isto é, um
quadro de características relacionadas à autonomia no contexto da educação a distância e
desta com as dinâmicas de autoformação e autovalorização, como fenômeno qualitativo.
Sugeriu-se também a importância de efetuar mudanças nas práticas educativas, bem como os
limites que deverão ser enfrentados na área da gestão pública. Elencaram-se diversos
impasses e desafios no campo das relações poder-saber com a autonomia universitária e a
inclusão social. Finalmente, afirmou-se que não há modelo ou caminho de mão única para
vencer os obstáculos e desafios que foram identificados; e que a autonomia como elemento da
dimensão política-produtiva da vida é uma construção dinâmica de interações subjetivas não
subjugável por mecanismos hierárquicos de centralização e controle que perpassam as
políticas públicas educacionais e seus focos em pressupostos econômico-financeiro.
Descrição
Palavras-chave
Educação superior a distância, Autonomia e processos de subjetivação, Autoformação e autovalorização, Análise sóciopolítica da educação superior a distância na universidade pública brasileira, Self-formation and self-valorization in high e.learning, Autonomy and subjectvation processes in high e.learning, Socio-political analysis of high e.learning in brazilian public universities