O estudo da Informação na Relação Médico-Paciente

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Universidade Federal do Rio de Janeiro
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Resumo

Esta pesquisa traz como questão a influência dos elementos informacionais na relação médico-paciente e sua interferência sobre a evolução da doença. Como objeto de estudo, busca analisar e interpretar a percepção de pacientes e médicos na esfera comunicacional, através da tradução do sujeito e da relação. A pesquisa tem como objetivo geral, identificar o processamento e as diferentes dimensões da informação na relação médico-paciente, e sua possível atuação sobre o resultado do tratamento. Para alcançá-lo, foram estabelecidos 4 objetivos específicos que consistiram respectivamente em: caracterizar a percepção do paciente sobre a relação médico paciente; identificar os elementos informacionais que constituem essa percepção e que podem atuar influenciando na adesão ao tratamento e em sua efetividade; observar o processo de intersubjetividade através da análise das percepções de médicos e pacientes; analisar a possível influência negativa de percepções divergentes entre médicos e pacientes sobre o resultado do tratamento. Para alcançar os objetivos descritos, foi desenvolvido um estudo observacional, transversal, com coleta de dados, no qual foram realizadas as abordagens quantitativa e qualitativa. A pesquisa se desenvolveu a partir da aplicação de um questionário com 12 questões objetivas e 1 questão subjetiva para o paciente. Esse instrumento foi aplicado em 100 pacientes e 100 médicos, pertencentes ao ambulatório escola São Lucas, do Departamento de Medicina e Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Os resultados desta pesquisa apresentaram os elementos informacionais envolvidos na construção da percepção do paciente sobre sua relação com o médico, e sua associação com a adesão e resposta ao tratamento instituído. Foi demonstrada a predominância da percepção positiva do paciente sobre a RMP e neste contexto, as variáveis mais observadas e que contribuíram para essa percepção foram a atenção do médico, seguida pela escuta médica. Este estudo identificou os elementos comunicacionais que se associaram significativamente à adesão ao tratamento, sendo estes respectivamente a empatia do médico (p=0,001), a confiança no médico (p=0,002), a compaixão (p=0,001), a conectividade entre médicos e pacientes (p<0,001), a capacidade comunicacional do paciente (p=0,006) e a tomada de decisão compartilhada (p<0,001). Os resultados também nomearam as variáveis que se associaram significativamente à melhora clínica, que foram os aspectos comunicacionais do médico (p = 0,044), e do paciente (p = 0,0006), a atenção do médico (p = 0,012), a escuta do médico (p = 0,029), a empatia (p = 0,014), a compaixão (p = 0,0002), a conectividade (p = 0,014) e a satisfação com a consulta (p=0,007). Através da análise da intersubjetividade, esta pesquisa também identificou o índice de 13% de divergência entre as percepções de médicos e pacientes na relação médico-paciente e essas percepções divergentes apresentaram relação estatisticamente significativa com a melhora não ótima do paciente. Os resultados desta pesquisa abrem um espaço para a reflexão sobre a formação do médico e suas práticas cotidianas e sublinham a importância da ampliação dos estudos das relações humanas e da intersubjetividade no campo da ciência da informação.

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PAIVA, Rita de Cássia Vianna de Azevedo Bueno de. O estudo da informação na Relação Médico-Paciente. 2024. 210 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.

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