A gramaticalização de informação: uma abordagem sociocognitiva

Resumo

Informação é um conceito e um item lexical que emergem quando de uma “mudança na tecnologia da comunicação”: emergiram com a invenção do alfabeto grego, com a introdução da escrita na Portugal do séc. XIV e, ao que parece, em nossa era, com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Com a introdução da escrita numa sociedade estruturada pela oralidade, o termo se torna útil a uma noção da realidade que mergulha raízes no dualismo sujeito-objeto. Não se trata de uma mudança na cognição humana, mas de um “enriquecimento” da linguagem, a fim de dar conta de um novo mito, de um mundo de coisas que falam por si, um “mundo das fórmas”, como o apelidamos. Nesse contexto de corte oralidade-escrita (som-visão), o item lexical informação é reificado, isto é, passa a ser considerado um “objeto mental” com algumas características específicas: informação é o conteúdo de uma fórma criada, no sentido de que ela nasce quando um “estado das coisas” é captado pela visão e, mais que isso, compreendido; fôrma é aquilo que, ao enformar a substância “estado das coisas”, dá origem a uma fórma criada. Sob a perspectiva analítica da Linguística Sociocognitiva centrada no uso, apontamos a “metáfora do canal” como a associação que mapeia os traços mais salientes da gramaticalização enformação “moldagem” >>> informação “estado das coisas”: por um lado, define informação como conteúdo; por outro, associa-a com a transferência, o que nos permite, enfim, compreender a polissemia do termo.

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Palavras-chave

Ciência da Informação, História da Informação, Linguística Histórica, Linguística Sociocognitiva, Information Science, History of information, Historical linguistics, Cognitive linguistics

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