Análise da produção científica brasileira em Oncologia: um estudo comparativo entre artigos na base Lattes e os registros hospitalares de câncer
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Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo
A reprodução desordenada das células pode acarretar no desenvolvimento de um câncer,
doença mencionada pela primeira vez por Hipócrates que observou a semelhança entre as
ramificações de um tumor de mama e as patas de um caranguejo. Os casos de câncer são montados
pelos Registros Hospitalares de Câncer (RHC) a partir de informações que lhes são enviadas pela
rede de atenção oncológica (hospitais, laboratórios e Centros de Imagens) e, posteriormente,
enviados para o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Governo Federal ligado ao
Ministério da Saúde e responsável pela elaboração de estimativas de crescimento da doença no
país. Os pesquisadores que utilizam a Base Lattes para cadastrarem suas produções acadêmicas,
alimentam seus currículos com informações sobre artigos de sua autoria ou coautoria, publicados
no país e no exterior. Esse estudo teve por objetivo quantificar os casos de câncer ocorridos no
Brasil no período de 2001 a 2018, enviados ao INCA pelos RHC, categorizando-os por
morfologia e topografia, bem como os artigos cadastrados na Base Lattes no mesmo período,
utilizando as mesmas categorias. No processo de preparação dos dados oriundos da Base RHC
foram utilizados os códigos que identificam as topografias e as morfologias na Classificação
Internacional de Doenças – Oncologia, versão 3 (CID/O3), para obter a descrição da localização
primária do tumor e o tipo de tumor que causou a doença. Os artigos cadastrados na Base Lattes
foram obtidos através do scriptLattes, um programa de computador open-source que acessa a
Base Lattes e extrai as informações completas de currículos de pesquisadores, informados em seu
arquivo de parâmetros. Foram obtidos 3.171.875 casos de câncer da Base RHC e 22.554 artigos
da Base Lattes. Os títulos dos artigos foram analisados, buscando identificar a existência de
descrições de topografias e/ou morfologias que permitissem relacionar o artigo como sendo sobre
câncer e categorizando de acordo com a topografia e morfologia mencionada. Foi observado na
tabulação dos casos de câncer que existe um atraso significativo no envio das informações sobre
pessoas com câncer para os RHC nos últimos cinco anos, o que dificulta a elaboração de
estimativas com dados mais recentes e pode provocar distorções nas análises desses dados.
Concluiu-se que entre as dez topografias com maior ocorrência na Base RHC, seis estão entre
aquelas com maior número de artigos publicados e cadastrados na Base Lattes, e que a
topografia com maior número de ocorrência entre os casos de câncer (mama), também é aquela
com maior número de artigos publicados na amostra dessa pesquisa; que entre as dez
morfologias com maior número de casos de câncer encontrados na Base RHC analisada, seis
estão entre a dez principais morfologias encontradas nos artigos publicados e cadastrados na
amostra da Base Lattes, e que a principal morfologia encontrada na Base RHC (Carcinoma),
também é a principal morfologia estudada nos artigos das amostras analisadas, indicando que a
pesquisa em câncer realizada entre os anos de 2001 e 2018 no país teve como foco os principais
tipos de câncer que acorrem na população brasileira. Esse estudo apontou que, embora o
Carcinoma seja o maior ofensor entre os casos de câncer (1.856.311) e a morfologia com maior
número de artigos (3.844), a relação de interesse entre eles é de, apenas, 0,21%, indicando que
não é a morfologia de maior interesse dos pesquisadores, privilégio que cabe ao Linfoma com,
apenas, 14.023 casos de câncer, mas para a qual foram produzidos e publicados 862 artigos,
numa relação de interesse de 6,15%. As análises produzidas a partir da Base Lattes
demonstraram que o Blastoma é o tumor de maior interesse dos pesquisadores, pois foram
encontrados 115 artigos contra 36 casos de câncer, numa relação de interesse de 319,44%,
apontando que, quanto menor for o número de casos de câncer de uma determinada morfologia,
maior será o interesse da comunidade científica em seu estudo.
A reprodução desordenada das células pode acarretar no desenvolvimento de um câncer, doença mencionada pela primeira vez por Hipócrates que observou a semelhança entre as ramificações de um tumor de mama e as patas de um caranguejo. Os casos de câncer são montados pelos Registros Hospitalares de Câncer (RHC) a partir de informações que lhes são enviadas pela rede de atenção oncológica (hospitais, laboratórios e Centros de Imagens) e, posteriormente, enviados para o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Governo Federal ligado ao Ministério da Saúde e responsável pela elaboração de estimativas de crescimento da doença no país. Os pesquisadores que utilizam a Base Lattes para cadastrarem suas produções acadêmicas, alimentam seus currículos com informações sobre artigos de sua autoria ou coautoria, publicados no país e no exterior. Esse estudo teve por objetivo quantificar os casos de câncer ocorridos no Brasil no período de 2001 a 2018, enviados ao INCA pelos RHC, categorizando-os por morfologia e topografia, bem como os artigos cadastrados na Base Lattes no mesmo período, utilizando as mesmas categorias. No processo de preparação dos dados oriundos da Base RHC foram utilizados os códigos que identificam as topografias e as morfologias na Classificação Internacional de Doenças – Oncologia, versão 3 (CID/O3), para obter a descrição da localização primária do tumor e o tipo de tumor que causou a doença. Os artigos cadastrados na Base Lattes foram obtidos através do scriptLattes, um programa de computador open-source que acessa a Base Lattes e extrai as informações completas de currículos de pesquisadores, informados em seu arquivo de parâmetros. Foram obtidos 3.171.875 casos de câncer da Base RHC e 22.554 artigos da Base Lattes. Os títulos dos artigos foram analisados, buscando identificar a existência de descrições de topografias e/ou morfologias que permitissem relacionar o artigo como sendo sobre câncer e categorizando de acordo com a topografia e morfologia mencionada. Foi observado na tabulação dos casos de câncer que existe um atraso significativo no envio das informações sobre pessoas com câncer para os RHC nos últimos cinco anos, o que dificulta a elaboração de estimativas com dados mais recentes e pode provocar distorções nas análises desses dados. Concluiu-se que entre as dez topografias com maior ocorrência na Base RHC, seis estão entre aquelas com maior número de artigos publicados e cadastrados na Base Lattes, e que a topografia com maior número de ocorrência entre os casos de câncer (mama), também é aquela com maior número de artigos publicados na amostra dessa pesquisa; que entre as dez morfologias com maior número de casos de câncer encontrados na Base RHC analisada, seis estão entre a dez principais morfologias encontradas nos artigos publicados e cadastrados na amostra da Base Lattes, e que a principal morfologia encontrada na Base RHC (Carcinoma), também é a principal morfologia estudada nos artigos das amostras analisadas, indicando que a pesquisa em câncer realizada entre os anos de 2001 e 2018 no país teve como foco os principais tipos de câncer que acorrem na população brasileira. Esse estudo apontou que, embora o Carcinoma seja o maior ofensor entre os casos de câncer (1.856.311) e a morfologia com maior número de artigos (3.844), a relação de interesse entre eles é de, apenas, 0,21%, indicando que não é a morfologia de maior interesse dos pesquisadores, privilégio que cabe ao Linfoma com, apenas, 14.023 casos de câncer, mas para a qual foram produzidos e publicados 862 artigos, numa relação de interesse de 6,15%. As análises produzidas a partir da Base Lattes demonstraram que o Blastoma é o tumor de maior interesse dos pesquisadores, pois foram encontrados 115 artigos contra 36 casos de câncer, numa relação de interesse de 319,44%, apontando que, quanto menor for o número de casos de câncer de uma determinada morfologia, maior será o interesse da comunidade científica em seu estudo.
A reprodução desordenada das células pode acarretar no desenvolvimento de um câncer, doença mencionada pela primeira vez por Hipócrates que observou a semelhança entre as ramificações de um tumor de mama e as patas de um caranguejo. Os casos de câncer são montados pelos Registros Hospitalares de Câncer (RHC) a partir de informações que lhes são enviadas pela rede de atenção oncológica (hospitais, laboratórios e Centros de Imagens) e, posteriormente, enviados para o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Governo Federal ligado ao Ministério da Saúde e responsável pela elaboração de estimativas de crescimento da doença no país. Os pesquisadores que utilizam a Base Lattes para cadastrarem suas produções acadêmicas, alimentam seus currículos com informações sobre artigos de sua autoria ou coautoria, publicados no país e no exterior. Esse estudo teve por objetivo quantificar os casos de câncer ocorridos no Brasil no período de 2001 a 2018, enviados ao INCA pelos RHC, categorizando-os por morfologia e topografia, bem como os artigos cadastrados na Base Lattes no mesmo período, utilizando as mesmas categorias. No processo de preparação dos dados oriundos da Base RHC foram utilizados os códigos que identificam as topografias e as morfologias na Classificação Internacional de Doenças – Oncologia, versão 3 (CID/O3), para obter a descrição da localização primária do tumor e o tipo de tumor que causou a doença. Os artigos cadastrados na Base Lattes foram obtidos através do scriptLattes, um programa de computador open-source que acessa a Base Lattes e extrai as informações completas de currículos de pesquisadores, informados em seu arquivo de parâmetros. Foram obtidos 3.171.875 casos de câncer da Base RHC e 22.554 artigos da Base Lattes. Os títulos dos artigos foram analisados, buscando identificar a existência de descrições de topografias e/ou morfologias que permitissem relacionar o artigo como sendo sobre câncer e categorizando de acordo com a topografia e morfologia mencionada. Foi observado na tabulação dos casos de câncer que existe um atraso significativo no envio das informações sobre pessoas com câncer para os RHC nos últimos cinco anos, o que dificulta a elaboração de estimativas com dados mais recentes e pode provocar distorções nas análises desses dados. Concluiu-se que entre as dez topografias com maior ocorrência na Base RHC, seis estão entre aquelas com maior número de artigos publicados e cadastrados na Base Lattes, e que a topografia com maior número de ocorrência entre os casos de câncer (mama), também é aquela com maior número de artigos publicados na amostra dessa pesquisa; que entre as dez morfologias com maior número de casos de câncer encontrados na Base RHC analisada, seis estão entre a dez principais morfologias encontradas nos artigos publicados e cadastrados na amostra da Base Lattes, e que a principal morfologia encontrada na Base RHC (Carcinoma), também é a principal morfologia estudada nos artigos das amostras analisadas, indicando que a pesquisa em câncer realizada entre os anos de 2001 e 2018 no país teve como foco os principais tipos de câncer que acorrem na população brasileira. Esse estudo apontou que, embora o Carcinoma seja o maior ofensor entre os casos de câncer (1.856.311) e a morfologia com maior número de artigos (3.844), a relação de interesse entre eles é de, apenas, 0,21%, indicando que não é a morfologia de maior interesse dos pesquisadores, privilégio que cabe ao Linfoma com, apenas, 14.023 casos de câncer, mas para a qual foram produzidos e publicados 862 artigos, numa relação de interesse de 6,15%. As análises produzidas a partir da Base Lattes demonstraram que o Blastoma é o tumor de maior interesse dos pesquisadores, pois foram encontrados 115 artigos contra 36 casos de câncer, numa relação de interesse de 319,44%, apontando que, quanto menor for o número de casos de câncer de uma determinada morfologia, maior será o interesse da comunidade científica em seu estudo.
Descrição
Palavras-chave
Ciência da Informação, câncer, oncologia, morfologia, topografia, informetria, Cientometria, Cibermetria, Webometria, Bibliometria, Registro Hospitalar de Câncer, Plataforma Lattes, Publicação científica, Curriculo Lattes, Script Lattes, Information Science, oncology, Informetrics, Scientometrics, Webometrics, Cybermetrics, Scientific Publication