Meu primeiro celular: competência crítica em informação para crianças
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Instituição
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo
O ingresso, precoce e prolongado, das crianças ao universo online chama a atenção para
a necessidade de desenvolvimento de capacidades para lidar com as oportunidades
oferecidas pelo ambiente digital, bem como para se proteger dos riscos inerentes a ele. A
pandemia do novo coronavírus, e o consequente isolamento social, alterou hábitos das
crianças no uso das TICs, ampliando tipos de uso e, principalmente, o tempo que
dispendem no manuseio do celular. Este trabalho pretende, primeiramente, descontruir a
noção aparentemente consagrada pelo senso comum de que estes “nativos digitais”
nascem preparados para usar equipamentos eletrônicos porque demonstram competência
instrumental no manusear cotidiano das telas, sendo o smartphone a principal delas.
Dessa forma, nos baseamos no conceito de competência crítica em informação (CCI) para
argumentar pela necessidade de crianças desenvolverem uma atitude crítica para lidarem
de forma segura, ética e saudável com uma série de fenômenos a que são expostas no
momento em que se tornam consumidoras e produtoras de informação. Nosso objetivo
geral é investigar e analisar as estratégias que pais e mães de crianças entre 8 e 12 anos
usam para estimular a competência crítica em informação dos filhos e filhas no uso de
celulares. No que concerne a metodologia, esta é uma pesquisa qualitativa que inclui,
além do levantamento bibliográfico perpassando os campos da Ciência da Informação,
Comunicação Social, Filosofia e Pedagogia, a análise de dados empíricos obtidos por
meio da aplicação de 154 questionários digitais e da realização de 15 entrevistas
semidirigidas em profundidade, ambos por meio virtual. As respostas foram avaliadas a
partir de categorias propostas para tratar dos tipos de uso que as crianças fazem do celular,
do tempo de uso dedicado ao dispositivo e da forma de condução da mediação parental.
Apuramos que, embora algumas estratégias estejam mais voltadas para a restrição de
forma a evitar os riscos do uso do celular, alguns responsáveis se pautam no diálogo como
forma de conscientizar a criança, aproximando-se da CCI e da pedagogia crítica.