Apropriação e resistências: a experiência da FLOK Society no Equador à luz dos conceitos de Ciência Aberta
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Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo
O trabalho disserta sobre a experiência da FLOK Society no Equador, enquanto
desdobramento do Plano Nacional do Buen Vivir. O Plano do Buen Vivir 2009-2017 é o plano
de governo do segundo mandato de Rafael Correa enquanto presidente do Equador que
resgata o conceito ancestral de Sumak Kawsay, de uma vida boa, ou plena. A FLOK, ou o
Buen Conocer, advoga que é necessário um bom conhecimento para a construção de uma vida
boa, e para isso propõe a criação de uma Economia Social do Conhecimento, em
contraposição ao Capitalismo Cognitivo. O trabalho foi baseado em pesquisa bibliográfica
como base teórica para o estudo empírico sobre o tema proposto. Foram utilizados textos de
David Harvey, Moulier Boutang e entre outros autores, que se concentram em analisar as
formas de produção do capitalismo assim como a criação de valor no mundo contemporâneo e
como o conhecimento é parte central nesse processo. Além disso, foram realizadas entrevistas
com pessoas participantes do projeto (coordenadores, formuladores, acadêmicos) que
ajudaram a entender o contexto em que ele se realizava e a sua situação atual. A partir dessa
análise pode-se estudar a proposta da FLOK como alternativa às formas de apropriação do
conhecimento por parte do capital internacional e imaginar uma sociedade diferente onde o
conhecimento livre, aberto e comum é a base da produção coletiva. Propostas dessa
magnitude, como não poderia deixar de ser, trazem consigo inúmeras contradições e
questionamentos, além é claro de estar submetida aos rumos da política e da economia, tanto
em nível nacional quanto em nível internacional.