Movimento interestadual das quebradeiras de coco babaçu: mulheres, trabalho e informação

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Universidade Federal do Rio de Janeiro / Insitituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
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Esta dissertação apresenta uma versão da história do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), movimento concebido, fundado e liderado por mulheres camponesas extrativistas: as quebradeiras de coco babaçu. O movimento existe há 23 anos e se organiza em quatro estados da federação (dois da região Nordeste – Maranhão e Piauí – e dois da região Norte – Pará e Tocantins), configurando assim quatro regionais mais a sede, que fica no Maranhão. Destacamos aqui o trabalho de cinco mulheres, coordenadoras/lideranças do MIQCB, no que se refere às questões que vão desde a entrada para o movimento até às questões informacionais relativas ao próprio movimento. Trata-se de uma pesquisa qualitativa envolvendo entrevistas semiestruturadas divididas em cinco blocos temáticos, que alçam destacar os seguintes aspectos: dados demográficos; vivências pessoais; caracterização das regionais; atividades desenvolvidas em cada uma das regionais; e questões informacionais e de comunicação interna e externa dos membros, especialmente no papel das tecnologias de informação e comunicação para a articulação e preservação do movimento. Buscamos recontar, através da visão das cinco lideranças entrevistadas, a história do MIQCB, ressaltando os conflitos e dificuldades, assim como as vitórias e perspectivas para o movimento no futuro. Constatamos que a legalização do movimento, a aprovação da Lei nº 1.959, de agosto de 2008, conhecida como “Lei Babaçu Livre” no estado do Tocantins (nos demais estados o que temos são leis análogas, também conhecidas como “lei babaçu livre”, mas a nível municipal) e a inserção dos produtos derivados da palmeira de babaçu no mercado comercial, marcaram significativamente a história do movimento. Observou-se possibilidades de interlocução entre o movimento organizado de mulheres, a sociedade civil e o governo federal, por meio de projetos e conselhos. Concluimos que as mulheres se consideram fortalecidas enquanto sujeitos e enquanto representantes do movimento; que seus trabalhos são reconhecidos e valorizados dentro do contexto social e político em que estão inseridas; que a comunicação é forte dentro do movimento, apesar de existirem dificuldades de comunicação com os governos estaduais; que as tecnologias de informação e comunicação, principalmente o celular, são de extrema importância para a comunicação, articulação e fortalecimento do grupo; e que há preocupação em preservar as informações e documentações relativas ao saber tradicional das quebradeiras.

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