Feminismo negro e epistemologia social: trajetórias de vida de pesquisadoras negras em Biblioteconomia e Ciência da Informação
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Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo
O objetivo geral desta pesquisa é (re)contar as trajetórias de vida de pesquisadoras negras
do campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação e suas tranças intelectuais, tendo
como base o fundamento da epistemologia social. Especificamente pretendeu-se: discutir a
epistemologia social como base teórica para a análise de trajetórias de vida; refletir sobre o
feminismo negro, as epistemologias feministas, os debates e enfrentamentos de mulheres
negras na ciência; narrar as trajetórias das protagonistas pesquisadoras negras a partir das
fontes biobibliográficas selecionadas; e identificar as tranças intelectuais de pesquisadoras
em Biblioteconomia e Ciência da Informação a partir da noção de Baobá Genealógico.
Metodologicamente, baseou-se numa abordagem qualitativa de pesquisa, do tipo
documental. As fontes selecionadas denominadas biobibliográficas, memoriais e artigos
autorais, disponibilizados pelas protagonistas da pesquisa, foram analisadas a partir do
método autobiográfico, do princípio analítico da interseccionalidade, e compreendidas sob a
ótica de uma Epistemologia Social Feminista Negra. As tranças intelectuais foram
construídas pela noção de Baobá Genealógico com dados coletados na Plataforma Lattes, via
as bases de Currículos Lattes e o Diretório de Grupos de Pesquisa. Os resultados da pesquisa
mostram que os fragmentos narrativos das trajetórias de vida das pesquisadoras e os
respectivos Baobás Genealógicos serviram de aporte para uma compreensão da atuação,
experiência, luta, protagonismo e resiliência dessas mulheres em seus espaços. Nas
considerações finais, reforça-se a importância da presença de mulheres negras em todos os
espaços da sociedade, e apesar da mídia e dos currículos escolares não abordarem a
profundidade dessas existências, as vidas complexas de mulheres negras podem promover
grandes contribuições científicas e importantes transformações sociais.