O desastre de Fukushima: nas linhas (e entrelinhas) da controvérsia nuclear

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Universidade Federal do Rio de Janeiro / Insitituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
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O desastre nuclear de Fukushima, ocorrido em março de 2011, foi central para a crise que se instalou, desde então, no governo e na economia do Japão e ainda para a reativação, em termos globais, da persistente controvérsia sobre a energia nuclear. A abordagem do desastre pela mídia estendeu-se além da cobertura restrita do acidente, prováveis causas e consequências imediatas, e levou Fukushima e seus desdobramentos a ocupar, durante meses, lugar central nos noticiários sobre temas em economia, geopolítica, política energética e ambiental, tecnologia, sociologia das organizações, comunicação e política de informação. O material noticioso produzido por uma agência de notícias sobre o episódio foi utilizado neste trabalho para discutir o escopo da controvérsia nuclear, seu desenvolvimento e estabilização, que questionamentos estabelecem e que visões políticas refletem, evidenciando, a análise desse material, o processo de organização e seleção de informações, conduzido com o objetivo de definir os temas e as posições que alimentaram a retomada da controvérsia. A opção, tomada por esta pesquisa, de observar a controvérsia nuclear pelo foco das narrativas jornalísticas apoiou-se na perspectivajá elaborada desde a década de 1980, de que fluxos de informação intensos, como os gerados pelo episódio de Fukushima, interferem potencialmente na percepção do risco relacionado a eventos similares (SLOVIC, 1987; KASPERSON et al, 1988; JASPER, 1988, 1992; KRIMSKY, 1992) e, consequentemente, na estabilização da controvérsia. Tal opção permitiu discutir as relações entre informação e comunicação, bem como verificar os processos de organização e seletividade da mídia, os quais, a nosso ver, podem explicar seu potencial para definir, ajustar o foco e fazer avançar uma controvérsia. Por outro lado, traduzindo forças conservadoras, defendemos que a comunicação institucional ou pública busca impedir o desenvolvimento de conflitos.

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