Curadoria em museus de história natural: processos disruptivos na comunicação da informação em exposições museológicas de longa duração
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Universidade Federal do Rio de Janeiro / Insitituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
Resumo
Abordagem às singularidades curatoriais nos museus de história natural, a partir da
consideração de que o conceito de curadoria possui significados variáveis em diferentes áreas
do conhecimento e espaços de preservação da memória. Há, contudo, um ponto de
convergência, especificamente nas instituições museológicas, que se encontraria presente em
meio a essa diversidade: uma figura decisória (o especialista), possuidora de expertise. Os
espaços museológicos de história natural possuem sua origem nos denominados “gabinetes de
curiosidades” relacionados à tradição enciclopedista que delineou uma de suas principais
singularidades: a busca por uma representação da totalidade por meio de sua materialidade.
Uma das especificidades dos museus de história natural repousa no papel essencial de ensejar
a compreensão das “formações discursivas” advindas de interpretações da ciência moderna
acerca da natureza e dos artefatos oriundos dos diversos grupos sociais humanos através do
tempo. A curadoria no interior dos museus de história natural determina a formação, gestão
e comunicação pública da ciência por meio das evidências materiais do mundo sensível.
Considera-se como aporte teórico desta tese que os processos curatoriais podem ser
entendidos à luz das conceituações foucaultianas acerca do “dispositivo”, percebido como
uma rede de relações que podem ser estabelecidas entre elementos heterogêneos: discursos,
instituições, arquitetura, regimentos, leis, medidas administrativas, enunciados científicos,
proposições filosóficas, morais, filantrópicas, o dito e o não dito. Perspectiva que permite a
reflexão acerca dos fluxos informacionais presentes no cotidiano desses museus de história
natural.